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Autor Tópico: Batismo... o dedo na ferida!  (Lida 1712 vezes)
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Neo
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« em: Terça 21 de Março, 2006, 04:16:06 »

Gostaria uma vez mais de solicitar aos professores de escola dominical a abordagem do tema tão importante que é o Batismo.

Faço uma vez mais este apelo com o objectivo de fortalecer a fé dos nossos adolescentes e jovens.

Conheço perfeitamente a delicadeza do tema, mas penso e sempre pensarei que a discussão (educada) de um tema só poderá resultar em bênção. Permitam-me citar o Livro de Provérbios e dizer que na multidão de conselhos reside a sabedoria.

Um abraço e que Deus nos guie em mais esta questão.
« Última modificação: Terça 21 de Março, 2006, 04:27:21 por Neo » Registado

Enoque
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« Responder #1 em: Quarta 13 de Fevereiro, 2008, 02:22:05 »

Não penso que haja qualquer ferida... mas é de facto um assunto interessante!

Áqueles que são ensinados desde pequenos sobre o tema do batismo têm presente que este não é claramente necessário para a salvação, antes o identificam como o anunciar ao mundo que um dia morremos para o pecado e voltamo-nos para Deus. Não é, e volto a sublinhar, no dia do batismo que decidimos fazer isso... é apenas um simbolo anunciando que já o fizemos! Quando Jesus se batizou aos 30 anos não significou que agora sim estivesse preparado para o Seu ministério, mas o fez como símbolo para que todos soubessem e vissem que o momento tinha chegado...! (isto focando apenas um aspeto da simbologia do batismo de Jesus)

A bíblia também nos mostra alguns versículos sobre este assunto... um estudo mais aprofundado poderão ver aqui:  http://www.irmaos.net/estudos/baptismo01.html  , com muito mais sobre o batismo. É um site conhecido da igreja dos irmãos com estudos bastante interessantes.

De notar também que em toda a bíblia existem alguns versículos que falam na necessidade do batismo, todavia não há mensão bíblica sobre o contrário.

Em todo o caso o batismo não é uma coisa má, eu já me batizei e senti-me diferente... é como uma espécie de responsabilidade... outrora era crente, mas no momento do batismo senti que agora anunciando-o a toda a gente necessitava mesmo de dar bom testemunho. É claro que não invalida o facto de o poder fazer antes... mas é uma nova experiência, e a experiência traz responsabilidade!   

Todavia uma coisa é certa, o batismo só traz benção...


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« Responder #2 em: Terça 15 de Abril, 2008, 04:45:33 »

Como disse o Enoque e muito bem: não é necessário baptizarmo-nos para sermos salvos! O baptismo é a prova de como realmente aceitamos o Senhor Jesus como nosso Deus e Pai, nosso Salvador! Tal como o Enoque, após o meu baptismo senti uma diferença bem grande.. O termo da responsabilidade, de anunciar e mostrar que sou diferente, que tenho Jesus no meu <3 , e que Ele é o meu Pastor e nada me faltará! Confio nEle..
Antes de meu baptismo, tinha pessoas proximas de mim, que me ministraram suas opinioes e me mostraram que este passo é importante.. e que atraves dele iria sentir diferença em mh vida.. È mesmo verdade! Sinto-me verdadeiramente Sua Filha, e a alegria que tenho em meu coraçao é enorme.. A verdade também seja dita, existe muitas irmaos que nao sao baptizados e sentem o mesmo que eu, e outros que sao baptizados e sao muitas vezes piores que descrentes que conheço; nesses casos, desconheço se a conversao foi mesmo verdadeira.. na mh opinião!

Irmaos.. falemos disso, estudemos, para que as duvidas desapareçam.. pf*
Bençãos *
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« Responder #3 em: Domingo 20 de Abril, 2008, 02:54:25 »

O Seu Baptismo na Nossa Morte



Algum tempo depois de Ele ser baptizado com água, Ele disse:

"Importa, porém, que seja batizado com um certo batismo; e como me angustio até que venha a cumprir-se!" (Lc.12:50).


Ele se referiu, é lógico, ao Seu batismo pela morte na cruz, porque em Mc.10:38 encontramo-Lo a perguntar a dois dos Seus discípulos: "Podeis vós... ser baptizados com o baptismo que Eu sou baptizado?"


Ele não podia tornar-Se um de nós no nosso pecar (ou Ele não poderia ter pago pelos nossos pecados) mas, isto não era necessário para a identificação total. Os nossos pecados são apenas o fruto &ndash; a coisa exterior. Mas Ele foi feito pecado por nós (II Co. 5:21). Ele veio para ser batizado por João, ficou diante de judeu e gentio (os quais Ele podia ter condenado!) como um culpado e foi finalmente pregado na cruz para morrer como um criminoso em agonia e vergonha.



O Nosso Baptismo em Cristo


O sentido mais completo, mais profundo da identificação de nosso Senhor com a humanidade é-nos explicado pelo Apóstolo Paulo, para quem foi revelado o mistério do propósito e graça de Deus.

O Filho de Deus tornou-Se no Filho do homem para que os filhos dos homens pudessem tornar-se filhos de Deus. Ele participou da humanidade para que nós pudéssemos ser eterna e inseparavelmente unidos a Ele.


"PORQUE TODOS SOIS FILHOS DE DEUS PELA FÉ EM JESUS CRISTO.

"PORQUE TODOS QUANTOS FOSTES BAPTIZADOS EM CRISTO JÁ VOS REVISTISTES DE CRISTO" (Gl. 3:26-27).


Como é decepcionante ver tantos do povo de Deus a pôr água neste versículo, perdendo o sentido desta preciosa passagem.



Eles supõem que o baptismo aqui referido deve significar baptismo com água, porém a própria passagem insiste que este baptismo em Cristo é feito pela fé, não água, e que por ele somos colocados em Cristo.

Tão certamente como Cristo se tornou um com o pecador, também é certo que o pecador, que acredita, se torna um com Cristo.


"Porque somos membros do Seu corpo" (Ef.5:30).


Mas, como é que acontece isto?



O Nosso Baptismo na Sua Morte


"OU NÃO SABEIS QUE TODOS QUANTOS FOMOS BAPTIZADOS EM JESUS CRISTO FOMOS BAPTIZADOS NA SUA MORTE?" (Rm. 6:3).


"Porque o salário do pecado é a morte" (Rm.6:23). "O pecado, sendo consumado, gera a morte" (Tg.1:15). Cristo pecou? Não, mas morreu. Então, Ele morreu a morte de quem? Não a Sua própria, certamente, mas a tua e a minha.
Quando entendemos isto e o aceitamos pela fé; quando exclamamos com Paulo, que Ele "me amou, e se entregou a Si mesmo por mim"; quando clamamos, "Senhor Jesus, aquela morte não era a Tua dívida mas a minha", o Espírito Santo sela a transação e nós tornamo-nos identificados com Cristo; baptizados na Sua morte; baptizados Nele.


A cruz é sempre o lugar de encontro. Quando reconhecemos a Sua morte como nossa, a penalidade pelos nossos
pecados, nós somos baptizados, pela fé, na Sua morte, e assim no próprio Cristo. Só quando olhamos com fé para o Calvário podemos dizer com Paulo: "ESTOU CRUCIFICADO COM CRISTO."



Uma Analogia Marcante

Como é que o filho de Deus se tornou no Filho do homem? Como é que Ele foi baptizado na raça humana?

A estas perguntas somente podemos dizer que Ele nasceu do Espírito Santo (Lc.1:35). O Seu nascimento foi sobrenatural. Ele não nasceu da vontade do homem, mas de cima.

E assim é com o nosso baptismo em Cristo. Ele também é inteiramente obra do Espírito Santo. O nosso segundo nascimento é sobrenatural. Somos nascidos de cima, pela graça e poder de Deus.


...



Igreja em Quinta do Conde
http://www.iqc.pt Produzido em Joomla! Criado em: 19 April, 2008, 18:47


- Cornelius R. Stam



Espero k tenha ajudado...
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« Responder #4 em: Domingo 01 de Junho, 2008, 23:49:11 »

BAPTISMO


“Evidentemente é de grande importância que tenhamos opiniões sãs e bíblicas e convicções claras no tocante às ordenações; pois através de toda a história cristã, desde os tempos mais primitivos até agora, esses ritos sagrados têm dado ocasião para grandes, longos e, frequentemente, furiosos debates.”
A palavra “ordenança” se deriva de dois vocábulos latinos que, em seu sentido final, significa “aquilo que foi ordenado ou mandado”. Esse termo tem sido usado para descrever as duas instituições, o baptismo e a ceia do Senhor, que Cristo deixou às Igrejas para observarem.
Há certas opiniões erróneas com referência às ordenanças que precisam de ser refutadas. Os romanistas concebem que, de alguma maneira, a mera realização desses actos transmite bênçãos ou outorga graça espiritual. Nada, porém, existe nos próprios actos capaz de transmitir graça; nada há de misterioso, de miraculoso; Deus abençoa a realização desses actos tal qual abençoa a obediência e a adoração em quaisquer circunstâncias.
 Outros, têm considerado que esses ritos têm o propósito de servir de meio de impressionar o mundo. É possível que essa ideia se tenha originado nas palavras de Paulo, em I Coríntios 11:26: “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha.” Não obstante o “anúncio”, neste passo não tem de ser feito necessariamente ao mundo, mas antes significa uma demonstração aqueles que participam da ordenança, visando assim ao seu benefício particular.
Outros têm adoptado a prática de um uso meramente ritual ou formal das ordenanças, observando-as como um costume ou acto religioso, sem qualquer conceito verdadeiro de sua intenção. Tal observância não tem real valor, porque na qualidade de ordenanças, elas tem uma relação importantíssima com as experiências que simbolizam. E, se não houver experiência vital também não pode haver verdadeiro simbolismo.
A verdadeira compreensão das ordenanças parece abranger uma tríplice significação: são verdades cristãs simbolizadas; são memórias de Cristo, observadas em obediência a Ele, expressões de amor e devoção; são ritos cristãos, que designam como discípulos de Cristo, aqueles que as observam convenientemente.
O baptismo simplesmente apresenta, através do símbolo visível, a morte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo, como também nossa morte para com a antiga vida de pecado, nosso sepultamento na semelhança de Sua morte, e nossa ressurreição para andarmos com Ele em nova vida.
Após a ressurreição do Senhor Jesus, Ele após dizer que lhe era dado TODO o poder no céu e na terra, ou seja, afirmando a Sua Autoridade inequívoca, absoluta e irrefutável, ordenou: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” Mateus 28:19
Devemos considerar, pelo menos, quatro verdades básicas concernentes a esta ordenança do Senhor:
a) È uma ordenança imparcial porque inclui discípulos de “todas as nações”;
b) É uma ordenança para os discípulos do Senhor;
c) É uma ordenança que envolve a Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo;
d) É uma ordenança só para os crentes: “quem crer e for baptizado” Marcos 16:15

Este mandamento de Mateus 28, jamais foi revogado. E aliás, para o ser, teria de ser pelo próprio Senhor, já que Ele anteriormente afirmou que lhe era dado todo o poder (Autoridade) no céu e na terra.


 


- O que é?

- Regenera e Salva?

Todo o indivíduo nascido no mundo tem a natureza pecaminosa e é um pecador que necessita de salvação. Esta é uma verdade fundamental das Sagradas Escrituras (Salmos 51:5 “… em iniquidade fui formado…”; Romanos 5:12 “… a morte passou a todos os homens, por isso todos pecaram…”; Efésios 2:3 “…por natureza filhos da ira…”) que muitas pessoas reconhecem. Por isso muitos concordam que é preciso nascer de novo para entrar no céu como disse o Senhor Jesus em João 3:3 “Se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus”.

Mas como se pode obter este novo e necessário nascimento espiritual, ter os pecados lavados e ser salvo do juízo vindouro? Muitas teorias são apresentadas no tocante ao meio de ir para o céu e várias doutrinas concernentes à salvação da alma são sustentadas por diversas escolas religiosas. Em que devemos acreditar? Como podemos saber o verdadeiro caminho da salvação entre todas as teorias e doutrinas conflitantes de homens?

“ Pois que diz a Escritura?” Romanos 4:3.
Deveria ser a nossa diligente indagação. “À Lei e ao Testemunho!” diz o Profeta Isaías. “Se eles não falarem desta maneira jamais verão a alva.” - Isaías 8:20

- O que ensinam alguns?

Alguns acreditam e ensinam que o baptismo nas águas é o sacramento pelo qual se conclui o novo nascimento e se recebe a salvação eterna. Esses nos diriam: “O baptismo opera o perdão dos pecados, livra da morte e do diabo, e confere a salvação eterna a todos os que crêem nisto.”
O baptismo dizem eles é um meio pelo qual o Espírito Santo faz com que nos apropriemos de todas as grandes coisas que Cristo fez por nós… É “o meio eterno, associado à Palavra de Deus, que oferece ao homem a graça que Cristo mereceu, comunica-lhe essa graça e com ela o sela” (Catecismo Luterano). Sem o baptismo, dizem, não se pode alcançar o céu – nem mesmo uma inocente criança. Se uma pessoa é baptizada, ela é regenerada, feita nova, e recebida na comunhão do Deus trino, segundo este ensinamento.

- Uma ordenação divinamente instituída

O baptismo é uma ordenação divinamente instituída, à qual todo o verdadeiro filho de Deus tem de se submeter. Esta é uma verdade estabelecida na Bíblia. Conforme Mateus 28:19, a ordenança do baptismo é para “todas as nações” e está relacionada com a promessa feita por Cristo de estar connosco “até à consumação dos séculos” (versículo 20). Isto é o que realmente creio. Mas as Escrituras nunca ensinam que o baptismo é uma ordenança salvadora, que proporciona a salvação eterna e o novo nascimento para a alma. Examinemos a Palavra de Deus para ver o que diz sobre o baptismo, salvação e novo nascimento.

- A ordem para baptizar

Em Mateus 28:19, o Senhor comissiona os seus discípulos para ir e fazer “discípulos de todas as nações baptizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado”. Primeiro eles deveriam discipular todas as nações e depois baptizar todos os que se tornassem discípulos. Em Marcos 16:15 e 16, a ordem é claramente relacionada com a crença no Evangelho: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for baptizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” Os que crêem devem ser baptizados, os que não crêem (em seu coração) serão condenados, mesmo se forem baptizados. A última frase do versículo mostra definitivamente que a salvação depende da fé, e não do baptismo.
Paulo confirma isso em Gálatas 3:26 “Pois todos vós sois Filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus.” O versículo seguinte (27) fala do baptismo dos que são Filhos de Deus. João 3:16 e Actos 13:38 e 39 também afirmam indubitavelmente que somente a fé em Cristo salva.


- Baptismo no Livro de Actos

Em Actos a ordenança para o baptismo é cumprido. Pedro pregou no dia de Pentecostes aos judeus e prosélitos (gentios convertidos ao judaísmo) a maravilhosa mensagem da ressurreição do mesmo Jesus que eles tinham crucificado e de Sua exaltação á condição de Senhor e Cristo. Quebrantados eles perguntaram: “Que faremos irmãos?” Pedro respondeu-lhes: “Arrependei-vos, e cada um seja baptizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo…” – Actos 2: 37, 38 e 41.
Aqui, a “remissão dos pecados” está relacionado ao baptismo, como também é o caso em Actos 22:16, a respeito de Paulo. Essas são as duas únicas Escrituras que falam acerca da remissão ou lavagem dos pecados por meio do baptismo. Temos de examiná-las atenta e cuidadosamente. Note que essas palavras foram dirigidas aos judeus – justamente culpados de crucificar Jesus – e a Paulo, o perseguidor de Cristo e de Sua Igreja (Actos 9:4). Não são para os gentios como pode ser visto em Actos 10. Os judeus precisavam arrepender-se do facto de terem crucificado Jesus e manifestar isso publicamente por meio do baptismo no nome dAquele que haviam rejeitado. Dessa maneira, o pecado público deles seria publicamente lavado e remido pelo baptismo. O mesmo se aplicava á perseguição de Paulo a Jesus e a Seus discípulos. Aqui (Actos 10), os que receberam a mensagem de Pedro, arrependeram-se, creram em Jesus como Cristo, submeteram-se ao baptismo em nome dele, receberam o dom do Espírito Santo e foram salvos.
A remissão dos pecados diante de Deus, acontece somente pelo arrependimento e pela fé em Cristo Jesus. “Dele, todos os profetas dão testemunho que de, por meio de Seu nome, todo aquele que Nele crê, recebe a remissão de pecados”. (Actos 10:43 – veja também Actos 3:19; 5:31; 13:38 e 39; e Efésios 1:7). Também Actos 2:38, e 22:16, falando do baptismo para a remissão e lavagem dos pecados se referem ao pecado específico, óbvio e publico da crucificação do Messias e da perseguição dEle e de Seus discípulos. Falam da remissão pública e da lavagem destes grandes e específicos pecados. Tais pecados dizem respeito somente aos judeus e NÃO aos gentios. Portanto, os dois versículos acima, se harmonizam com todos os que foram mencionados anteriormente. Mas se forçados a significar remissão de pecados diante de Deus, chocam-se com Actos 10:43, assim como com outras Escrituras no tocante ao perdão de pecados. Isto é impossível, porque não há desacordo ou contradição dentro das Sagradas Escrituras.
Depois em Actos, Filipe volta a Samaria e prega Cristo ao povo. À medida que criam, “iam sendo baptizados, assim como homens e mulheres” por Filipe (Actos 8:12). Um homem chamado Simão também professou crer e foi baptizado, mas logo se tornou evidente que o seu coração não era recto diante de Deus. Pedro disse-lhe que estava em “fel de amargura e laço de iniquidade” e pereceria, mesmo tendo sido baptizado (versículos 13, 20 a 23). Isso refuta vigorosamente a doutrina que o baptismo salva e garante a vida eterna.
O mesmo capitulo fala sobre o oficial Etíope que lia as profecias de Isaías a respeito de Jesus Cristo e Seus sofrimentos por nossos pecados (Isaías 53). Sem dúvida alguma, ele sorveu ansiosamente as maravilhosas noticias que Filipe contou. A fé que vem pelo ouvir a Palavra de Deus, agiu na alma daquele homem para que cresse e recebesse a Jesus Cristo. Então desejou expressar a fé interior em Cristo por meio acto exterior do baptismo. Filipe respondeu imediatamente ao pedido dele e “ambos desceram ás águas”. O novo convertido foi baptizado e seguiu o seu caminho jubiloso (versículo 27 a 39).
Em Actos 10 e 16, o Evangelho é pregado aos gentios. Eles creram, receberam o Espírito Santo e foram baptizados. O ansioso carcereiro de Actos 16 perguntou “ Que devo fazer para que seja salvo?” A resposta foi: “Crê no Senhor Jesus, e serás salvo” – Actos 16:31. Não há nenhuma menção nesse versículo ao baptismo como requisito á salvação. Porem, quando essas almas creram em Cristo, receberam o Espírito Santo e foram salvas, então confessaram isso publicamente, sendo baptizadas em Cristo.
Quando Paulo pregou em Coríntios, a ordem era a mesma: “também muitos dos coríntios ouvindo, criam e eram baptizados” – Actos 18:8

- Significado Doutrinal do Baptismo

Romanos 6:3 a 5 mostra o significado e o propósito doutrinal do baptismo. O apóstolo inspirado escreve: “Ou porventura, ignorais que todos nos que fomos baptizados em Cristo Jesus, fomos baptizados na Sua morte? Fomos, pois, sepultados com Ele na morte pelo baptismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentro os mortos pela gloria do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Porque se fomos unidos com Ele na semelhança da Sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da Sua ressurreição.
Esses versículos ensinam que o baptismo é a publica identificação com Cristo e com a Sua morte por nós; é o nosso sepultamento com Ele. Descer ás águas e ser imerso é entrar na “semelhança da Sua morte”. È uma figura de Sua morte por nós. Dessa maneira, o baptizando admite que, sendo pecador, merece morrer. Coloca-se simbolicamente no lugar de morte onde Cristo esteve, confessando de modo público sua fé na morte de Cristo, pelos seus pecados. O velho pecador é colocado na posição de morte e professa ter “morrido com Cristo” (verso Cool.
O sair da água simboliza a ressurreição e a confissão de fé do baptizando de que é uma nova criatura em Cristo Jesus, e de que agora andará em novidade de vida – A vida Cristã.
O baptismo não dá nova vida, é simplesmente um acto que demonstra que a pessoa a tem e se propõe andar nela. I Pedro 3:21 afirma que o baptismo não remove a imundíssima da carne, mas é a resposta de uma boa consciência diante de Deus, obtida pela ressurreição de Jesus Cristo. O que o baptismo tipifica – a morte e a ressurreição de Cristo – é o que salva a alma; era isso que Pedro se referia.
A respeito do novo nascimento mencionado no início deste artigo lemos em João 3: 5 a 7, as palavras do Senhor: “Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus… importa-vos nascer de novo”.
Alguns dizem que nascer da água e do Espírito significa baptismo. Ali diz-nos que a água do baptismo e a Palavra de Deus, que está na e com a água, são usadas pelo Espírito de Deus para regenerar a pessoa. Então, segundo alguns mestres, essa pessoa é nascida de novo, e isto é o novo nascimento.
O que a Bíblia indiscutivelmente declara a respeito do novo nascimento? Como podemos determinar o que é “nascer da água e do Espírito”? Um princípio estabelecido em II Pedro 1:20 é útil aqui: “nenhuma profecia da Escritura provem de particular elucidação”. Isso significa que não podemos interpretar nenhuma passagem bíblica fora do que é dito nas Escrituras sobre o mesmo assunto, nem lhe dar a nossa própria interpretação. A Bíblia é a sua própria intérprete no poder e iluminação do Espírito Santo, que a escreveu. Uma passagem lança luz à outra.
Então o que diz a Palavra de Deus sobre o novo nascimento?
Em João 3, o Senhor explica como nascer de novo. Ele fala a respeito de crer no Filho do Homem levantado na cruz “para que todo o que Nele crê, tenha a vida eterna” (vers.15). Não fala nada sobre baptismo.
João 1:12 e 13 diz-nos que aqueles que recebem Jesus Cristo e crêem em Seu nome são Filhos de Deus.
I João 5:1 diz que todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus.

Portanto, o novo nascimento acontece quando se recebe e se crê em Jesus Cristo, o Salvador. É realizado por Deus e não por vontade e esforços humanos, e que certamente rejeita o baptismo feito por homens.
Efésios 5:26 dá um exemplo definitivo da água como símbolo da Palavra de Deus: “tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela Palavra”.
À luz destas passagens que iluminam João 3:5, só pode haver uma interpretação para “nascer da água e do Espírito”. Neste caso, a água tipifica a Palavra de Deus, esta, que o Espírito de Deus usa para realizar o novo nascimento no crente. Essa é a harmonia bíblica: o novo nascimento, que é necessário para entrar no reino de Deus, é produzido pela Palavra de Deus e comunicado à alma por meio da iluminação e poder do Espírito de Deus. Se o baptismo é introduzido nesse contexto, cessa a harmonia e surgem as contradições.





Amigo leitor, não é inconfundivelmente claro o que analisamos nas Escrituras Sagradas? Que a água do baptismo não salva a alma, não produz o novo nascimento, nem a vida divina, pois o propósito do baptismo nunca foi esse e ele jamais foi ministrado a alguém nos tempos bíblicos a não ser, a crentes professos em Cristo. Que o Senhor abençoe a Sua Palavra para que ela penetre na sua alma.




NOTA: O assunto exposto foi apenas para esclarecimento em resposta á questão apresentada em 2006, e não tema para contendas entre os irmãos.
Todas as perguntas que puderão ser feitas, serão respondidas somente apoiadas pela Palavra de Deus infalível!

Que seja só a Palavra de Deus, o guia e a luz para as nossas almas!


                        Isaque Pereira
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« Responder #5 em: Domingo 17 de Agosto, 2008, 20:00:30 »

Tão simples quanto pode ser
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O prezado leitor já alguma vez ouviu algum pregador dizer que “Na Bíblia existem muitas coisas de difícil compreensão, mas, graças a Deus, o plano da salvação é tão simples quanto pode ser”?

Bem, é simples SE  . . .        (Se quiser saber o resto terá de ler este artigo todo)

Sim, o plano da salvação é simples SE as Escrituras forem bem divididas. Doutra forma será longe de ser simples. Daí a grande responsabilidade dos comprometidos na obra do Senhor obedecerem a II Timóteo 2.15:

“PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO (ESTUDANDO), COMO OBREIRO QUE NÃO TEM QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA (DIVIDE) BEM A PALAVRA DA VERDADE”.

Ilustremos:

Aqui no coração de Indianapolis, digamos, encontra-se um homem convicto do seu pecado. Ele vê-se como miserável, quando se vê como realmente é – um pecador culpado, condenado.

Enquanto medita no seu estado, o Sr. Fundamentalista Típico desce a rua. Na sua lapela traz uma insígnia que diz “Jesus Salva”. Ao ver este nosso amigo, o perdido pensa, “Eis alguém para mim”, e aproximando-se diz, “Desejo saber se me pode ajudar. Estou em dificuldade. O que tenho de fazer para ser salvo?”

Ora essa!”, exclama o Sr. Fundamentalista Típico, “Responder-lhe a essa pergunta é para mim uma grande alegria. Na Bíblia existem algumas coisas de difícil compreensão mas, graças a Deus, o caminho da salvação é tão simples quanto pode ser. Repare aqui no meu Novo Testamento em Actos 16.30,31. Quando o carcereiro de Filipos fez a mesma pergunta e Paulo respondeu “CRÊ NO SENHOR JESUS CRISTO E SERÁS SALVO”. Não é simples? É tudo o que necessita fazer. Creia no Senhor Jesus Cristo e a salvação será sua.

Repare em mais estas passagens das Escrituras ao longo da mesma linha:

“AQUELE QUE CRÊ NO FILHO TEM A VIDA ETERNA; MAS AQUELE QUE NÃO CRÊ NO FILHO NÃO VERÁ A VIDA; MAS A IRA DE DEUS SOBRE ELE PERMANECE” (João 3.36).

“MAS AQUELE QUE NÃO PRATICA, MAS CRÊ NAQUELE QUE JUSTIFICA O ÍMPIO, A SUA FÊ LHE É IMPUTADA COMO JUSTIÇA” (Romanos 4.5).

“PORQUE PELA GRAÇA SOIS SALVOS, POR MEIO DA FÉ, E ISTO NÃO VEM DE VÓS; É DOM DE DEUS. NÃO VEM DAS OBRAS PARA QUE NINGÉM SE GLORIE”. (Efésios 2.8,9)

Mas enquanto o Sr. Fundamentalista Típico mostrava ao nosso amigo o simples plano da salvação, um Católico Romano escutava a conversa. E a certa altura não se pode conter mais. Interrompendo o Sr. Fundamentalista, diz, “Desculpe-me interrompê-lo, mas o Sr. está a desencaminhar este homem. Não sabe que Tiago 2.20 diz que “A FÉ SEM AS OBRAS É MORTA”?! Desafio-o a ler Tiago 2.24 a este homem”.

O Sr. Fundamentalista lê então a aludida passagem:

“VEDES ENTÃO QUE O HOMEM É JUSTIFICADO PELAS OBRAS, E NÃO SOMENTE PELA FÉ”.

“Haverá alguma coisa mais clara que isto?”, diz o Católico Romano; e com isto ele começa a resumir todas as obras que ele considera necessárias à salvação.

Precisamente então um “Campbellita” interrompe-o e diz, “Tenho estado a escutar-vos cavalheiros e se me perdoais, penso que o Sr. Fundamentalista está a tornar a salvação demasiado fácil, enquanto que o nosso amigo católico está a torná-la demasiado difícil. Não é difícil determinar o que é requerido para a salvação, pois o próprio Senhor tornou isso muito claro quando comissionou os seus apóstolos a pregarem o Evangelho. Reparem, aqui em Marcos 16.15,16 temos o plano da salvação tão simples quanto pode ser:


“E DISSE-LHES: IDE POR TODO O MUNDO E PREGAI O EVANGELHO A TODA A CRIATURA. QUEM CRER E FOR BAPTIZADO SERÁ SALVO; MAS QUEM NÃO CRER SERÁ CONDENADO”.

“Isto não é claro? Se esta passagem tem algum significado, então os que crêem e são baptizados, e somente esses, são salvos. E notem como em Pentecostes Pedro levou cuidadosamente a cabo esta comissão. Quando os seus ouvintes estavam convictos das suas culpas e começaram a perguntar o que deviam fazer para serem salvos, o que é que ele lhes disse?

Actos 2.38 “E DISSE-LHES PEDRO: ARREPENDEI-VOS, E CADA UM DE VÓS SEJA BAPTIZADO EM NOME DE JESUS CRISTO, PARA PERDÃO DOS PECADOS; E RECEBEREIS O DOM DO ESPÍRITO SANTO.”

“Parece-me que se alguém quer realmente conhecer a verdade deve ver isto, - é tão simples”.

Mas neste momento entra no círculo, quase a explodir, um Pentecostal: “Sr. Campbellita, porque é que o Sr. quando leu Marcos 16 não leu os restantes versículos? Porque é que parou precisamente no meio da passagem? O resto também é claro, a não ser que o queira rejeitar de antemão. Vejam o que diz aqui:


“E ESTES SINAIS SEGUIRÃO AOS QUE CREREM: EM MEU NOME EXPULSARÃO OS DEMÓNIOS; FALARÃO NOVAS LÍNGUAS; PEGARÃO NAS SERPENTES; E, SE BEBEREM ALGUMA COISA MORTÍFERA NÃO LHES FARÁ MAL ALGUM; E PORÃO AS MÃOS SOBRE OS ENFERMOS E OS CURARÃO.”

“Isto não é perfeitamente claro?”

“Assim, de acordo com a mesma “Grande Comissão”, quem não tiver poderes miraculosos não é um crente verdadeiro. Esta passagem não pode ter outro significado pois diz claramente “ESTES SINAIS SEGUIRÃO AOS QUE CREREM”.

Nenhum de vós pode negar que sob a “Grande Comissão”, que praticamente todos os crentes dizem seguir, a fé e o baptismo na água são os requisitos para a salvação, enquanto os poderes miraculosos são as evidências da mesma.”

Finalmente junta-se mais uma pessoa ao grupo, dizendo, “Não vos tendes esquecido de nada, Senhores?”
“De quê?”, perguntam todos.

“É que, aparentemente esqueceste-vos todos de que há um Velho Testamento na Bíblia! E o Velho Testamento é três vezes maior que o Novo!”

Trata-se dum Adventista do Sétimo Dia, e salienta logo a sua posição:

“Não conheceis os termos da santa Lei de Deus? Volvamo-nos para Êxodo 19.5 e vejamos o que diz:

“AGORA POIS, SE DILIGENTEMENTE OUVIRDES A MINHA VOZ, E GUARDADES O MEU CONCERTO; ENTÃO SEREIS A MINHA PROPRIEDADE PECULIAR DENTRE TODOS OS POVOS; PORQUE TODA A TERRA É MINHA”.

Apresentando passagem após passagem o Adventista do Sétimo Dia procura provar que a observância dos dez mandamentos é essencial para se ser aceite por Deus. Ele insiste especialmente na observância do Sábado como sinal de relacionamento com Deus. Para provar isto cita Êxo. 31.13 e 17:

“TU POIS FALA AOS FILHOS DE ISRAEL, DIZENDO: CERTAMETE GUARDAREIS MEUS SÁBADOS; PORQUANTO ISSO É UM SINAL ENTRE MIM E VÓS NAS VOSSAS GERAÇÕES; PARA QUE SAIBAIS QUE EU SOU O SENHOR; QUE VOS SANTIFICA”.

“ENTRE MIM E OS FILHOS DE ISRAEL SERÁ UM SINAL PARA SEMPRE”.

Pobre homem perdido!

Tudo começou com a sua questão tão simples: “O que tenho de fazer para ser salvo?”

O plano do Sr. Fundamentalista parecia muito simples até os outros o começarem a desafiar, - e estes uns aos outros. E estranhamente, cada um dos outros parecia pensar que o seu ponto de vista particular era também “muito simples”!

Ah, o nosso pobre amigo perdido! O que pode ele fazer de tudo aquilo, ao erguer-se ali, culpado, condenado? Certamente que o caminho para a paz agora não lhe parece muito simples.

Ninguém pode dizer que o plano da salvação é simples se não “dividir bem a Palavra da verdade”.

Ninguém pode dizer que o plano da salvação é simples se disser que está a operar sob a “Grande Comissão”.

Ninguém pode dizer que o plano da salvação é simples se ensinar que Pentecostes assinala o começo do Corpo de Cristo, a Igreja desta dispensação.

Ninguém pode dizer que o plano da salvação é simples se negar o ministério distinto do Apóstolo Paulo.

O caminho da salvação para os pecadores hoje só pode ser simples quando reconhecemos o nosso lugar na história e reconhecemos que Deus tornou conhecida a Sua mensagem para o mundo nos nossos dias e o Seu programa para a Igreja NOS NOSSOS DIAS por meio duma revelação especial a Paulo.

Deveria parecer significante ao estudante cuidadoso das Escrituras que após o Senhor ter dado a “Grande Comissão” aos Seus apóstolo, um outro apóstolo – Paulo – ouse dizer “PORQUE CONVOSCO FALO, GENTIOS, QUE ENQUANTO FOR APÓSTOLO DOS GENTIOS, GLORIFICAREI O MEU MINISTÉRIO” (Romanos 11.13).

Deus levantou então Paulo porque os doze foram infiéis no levar a cabo a “Grande Comissão”?

Na verdade não. Foi a rejeição de Israel da mensagem do reino e a infinita graça de Deus para com um mundo perdido que deram origem à conversão e comissão de Paulo.

Notemos as próprias palavras de Paulo aos Judeus em Antioquia da Pisidia, alguns anos mais tarde:

“… ERA MISTER QUE A VÓS SE VOS PREGASSE PRIMEIRO A PALAVRA DE DEUS; MAS, VISTO QUE A REJEITAIS, E VOS NÃO JULGAIS DIGNOS DA VIDA ETERNA, EIS QUE NOS VOLTAMOS PARA OS GENTIOS. “ (Actos 13.46)

Não temos de ler senão Gálatas 2 para aprendermos que foi da vontade de Deus e sob a direcção do Espírito Santo que os líderes dos doze remeteram finalmente o seu ministério Gentílico para Paulo que iria agora aos Gentios com uma outra mensagem, - “ o evangelho que prego entre os Gentios”,  - “O evangelho da Graça de Deus”. (Ler cuidadosamente Gál. 2.1-10).

Não nos devemos esquecer que quando Israel rejeitou o Rei glorificado e o Seu Reino, a última e única nação que tinha ainda um relacionamento com Deus foi separada d’Ele. Por assim dizer, o próprio canal da bênção de Deus para as nações foi obstruído. (Gén. 22.17,18).

“MAS ONDE O PECADO ABUNDOU, SUPERABUNDOU A GRAÇA” (Rom. 5.20).

Na crise aberta Deus actuou tornando conhecido o Seu eterno propósito em Cristo, ao levantar Paulo, dando-lhe a proclamar as gloriosas novas de que em resposta à rebelião de Israel Ele dispensaria a um mundo de pecadores perdidos a Sua graça.

Salvação para os Gentios por meio da queda de Israel! Que graça! A nação favorecida rejeitada para que indivíduos em toda a parte pudessem encontrar paz com Deus por meio do sangue da cruz. Ver o que Paulo escreve aos Gentios em Rom. 11.30-33:

“PORQUE ASSIM COMO VÓS TAMBÉM ANTIGAMENTES FOSTES DESOBEDIENTES A DEUS, MAS AGORA ALCANÇASTES MISERICÓRDIA PELA DESOBEDIÊNCIA DELES (DE ISRAEL).

"ASSIM TAMBÉM ESTES AGORA FORAM DESOBEDIENTES, PARA TAMBÉM ALCANÇAREM MISERICÓRDIA PELA MISERICÓRDIA A VÓS DEMONSTRADA.

"PORQUE DEUS ENCERROU A TODOS DEBAIXO DA DESOBEDIÊNCIA, PARA COM TODOS USAR DE MISERICÓRDIA.

"OH PROFUNDIDADE DAS RIQUEZAS, TANTO DA SABEDORIA, COMO DA CIÊNCIA DE DEUS! QUÃO INSONDÁVEIS SÃO OS SEUS JUÍZOS, E QUÃO INEXCRUTÁVEIS OS SEUS CAMINHOS!”

Nos nossos dias Deus está a ter misericórdia sobre todos e a reconciliar Consigo mesmo num só Corpo pela cruz, tanto Judeus como Gentios (ver Efe. 2.16).

A salvação veio então aos Gentios não por meio da instrumentalidade mas por meio da obstinação de Israel – não segundo qualquer concerto mas por graça, - não por meio do ministério dos doze, que eram e serão os governadores de Israel (Mateus 19.28), mas por meio do ministério de Paulo, o rebelde que “obteve misericórdia”.

E é assim que no capítulo onze de Romanos Paulo enfatiza a sua comissão como apóstolo dos Gentios. Leiamos de novo, e lembremo-nos que não é meramente a palavra de Paulo. É a palavra de Deus por meio de Paulo:

“PORQUE CONVOSCO FALO, GENTIOS, QUE, ENQUANTO FOR APÓSTOLO DOS GENTIOS, GLORIFICAREI O MEU MINISTÉRIO” (Ver.13).

Se isto não satisfizer o leitor como o ministério distinto de Paulo para com os Gentios e a sua autoridade dada por Deus como apóstolo da graça, não há nada melhor que ler os primeiros versículos de Efésios 3:

“POR ESTA CAUSA EU, PAULO, SOU O PRISIONEIRO DE JESUS CRISTO POR VÓS OS GENTIOS;

"SE É QUE TENDES OUVIDO A DISPENSAÇÃO DA GRAÇA DE DEUS, QUE PARA CONVOSCO ME FOI DADA;
COMO ME FOI ESTE MINISTÉRIO MANIFESTADO PELA REVELAÇÃO …”

Tão importante é este assunto que mesmo antes da sentença de juízo ter sido pronunciada sobre Israel e as esperanças do reino dessa geração terem sido removidas completamente, Paulo, com uma ênfase duplicada, pronunciou uma maldição sobre qualquer que ousasse proclamar outra coisa que não o Evangelho da graça de Deus para os Gentios.

Gálatas 1.8,9:

“MAS AINDA QUE NÓS MESMOS OU UM ANJO DO CÉU VOS ANUNCIE OUTRO EVANGELHO ALÉM DO QUE JÁ VOS TENHO ANUNCIADO, SEJA ANÁTEMA.

"ASSIM COMO JÁ VO-LO DISSEMOS, AGORA DE NOVO TAMBÉM VO-LO DIGO. SE ALGUÉM VOS ANUNCIAR OUTRO EVANGELHO ALÉM DO QUE JÁ RECEBESTES, SEJA ANÁTEMA”.

Como estas palavras deviam levar todo o homem de Deus sincero tremer e certificar-se de que a sua mensagem se conforma com a que o Senhor da glória, do Seu trono no céu, revelou a Paulo.

Observemos isto e o plano da salvação será simples!

Alguma vez encontramos Paulo a proclamar a salvação pelas obras? Alguma vez ele manda guardar o sábado, a circuncisão ou o baptismo na água? Nem uma vez, sequer. É verdade que ele praticou tudo isto durante o início do seu ministério mas isso foi donde ele veio, - donde ele emergiu. Paulo viveu um período de transição. Ele foi salvo sob a economia Judaica e levantado para introduzir uma nova dispensação, - a dispensação da graça de Deus.

E notemos bem, Paulo foi levantado para tornar conhecido o próprio “ministério do Evangelho”. (Efésios 6.19). Quando toda a humanidade tinha já demonstrado a sua pecaminosidade, Deus salvou Saulo de Tarso, dando a conhecer por seu intermédio as riquezas da Sua graça, - mostrando como é que uma PESSOA PODIA SER SALVA! Mostrando também como foi que toda a gente desde sempre foi salva! Agora era revelado que não tinham sido o sangue dos animais, as águas do baptismo ou qualquer outra cerimónia física que tinham salvo os santos das dispensações passadas (ainda que sob a Lei tais coisas tivessem sido requeridas), mas a graça infinita dum Deus de amor.

Leiamos as majestosas palavras de Paulo aos Romanos:

“MAS AGORA SE MANIFESTOU SEM A LEI A JUSTIÇA DE DEUS … ISTO É, A JUSTIÇA DE DEUS PELA FÉ EM JESUS CRISTO … AO QUAL DEUS PROPÔS PARA PROPICIAÇÃO PELA FÉ NO SEU SANGUE, PARA DEMONSTRAR A SUA JUSTIÇA PELA REMISSÃO DOS PECADOS DANTES COMETIDOS … PARA DEMONSTRAÇÃO DA SUA JUSTIÇA NESTE TEMPO PRESENTE, PARA QUE ELE SEJA JUSTO E JUSTIFICADOR DAQUELE QUE TEM FÉ EM JESUS. ONDE ESTÁ LOGO A JACTÂNCIA? É EXCLUIDA … CONCLUIMOS POIS QUE O HOMEM É JUSTIFICADO PELA FÉ SEM AS OBRAS DA LEI”. (Romanos 3.21-28)

Sim, vejamos isto e o plano será sublimemente simples. Nos nossos dias NÃO são requeridas quaisquer obras para a salvação. Na verdade a salvação é oferecida àqueles que deixam de trabalhar para a ganhar, pois nos nossos dias Deus quer que os homens vejam e reconheçam a sua enorme ruína e a Sua infinita graça:

“ORA ÀQUELE QUE FAZ QUALQUER OBRA NÃO LHE É IMPUTADO O GALARDÃO SEGUNDO A GRAÇA MAS SEGUNDO A DÍVIDA; MAS ÀQUELE QUE NÃO PRATICA, MAS CRÊ NAQUELE QUE JUSTIFICA O ÍMPIO A SUA FÉ LHE É IMPUTADA COMO JUSTIÇA” (Rom. 4.5).

“SENDO POIS JUSTIFICADOS PELA FÉ TEMOS PAZ COM DEUS, POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO” (Rom 5.1).

“MAS QUANDO APARECEU A BENIGNIDADE E CARIDADE DE DEUS, NOSSO SALVADOR, PARA COM OS HOMENS,
NÃO PELAS OBRAS DE JUSTIÇA QUE HOUVESSEMOS FEITO MAS SEGUNDO A SUA MISERICÓRDIA, NOS SALVOU PELA LAVAGEM DA REGENERAÇÃO E DA RENOVAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO” (Tito 3.4,5).

“PORQUE PELA GRAÇA SOIS SALVOS, POR MEIO DA FÉ; E ISTO NÃO VEM DE VÓS, É DOM DE DEUS.

"NÃO VEM DAS OBRAS, PARA QUE NINGUÉM SE GLORIE.

"PORQUE SOMOS FEITURA SUA, CRIADOS EM CRISTO JESUS PARA AS BOAS OBRAS, AS QUAIS DEUS PREPAROU PARA QUE ANDÁSSEMOS NELAS” (Efé. 2.8-10).

“PARA LOUVOR E GLGLÓRIA DA SUA GRAÇA, PELA QUAL NO FEZ AGRADÁVEIS NO AMADO.

"EM QUEM TEMOS A REDENÇÃO PELO SEU SANGUE, A REMISSÃO DAS OFENSAS; SEGUNDO AS RIQUEZAS DA SUA GRAÇA” (Efé. 1.6,7)

“PORQUE NELE HABITA CORPORALMENTE TODA A PLENITUDE DA DIVINDADE. E ESTAIS PERFEITOS NELE …” (Colossenses 2.9,10).

- C.R.S.
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« Responder #6 em: Quinta 18 de Setembro, 2008, 23:43:45 »

Olá preciosos irmãos e amigos ,

Vim ao vosso site ler o que por aqui tinham e achei por bem dar o meu contributo para vossa reflexão.

Quando se procura a chave duma questão não há nada como procurá-la na porta da mesma. Não seria recomendável perguntar ao Baptista - João Baptista - porque é que ele baptizava?

Notai a resposta - versículo muito ignorado, ou esquecido, ou omitido: "E eu não O (Cristo) conhecia; mas, para que Ele fosse manifestado a Israel, vim eu, por isso, batizando com água" (João 1:31).

Cristo agora não está a ser manifestado a Israel, certo? Para bom entendedor ...

Perante isto podemos perceber agora porque é que os doze apóstolos (de Israel - 12 é o número de Israel) foram enviados a baptizar e cumpriram o mandamento do Senhor, como se vê em Actos.

E agora também podemos perceber porque é que Paulo, Apóstolo dos Gentios, que não pertencia ao grupo dos 12, disse que a ele o Senhor não enviou a baptizar (1 Cor. 1:17) - Pedro e os onze não podiam dizer isso.

Paulo diz depois que nós, membros da Igreja corpo de Cristo, fomos baptizados pelo Espírito (baptismo espiritual, não na água) formando um corpo (1 Cor. 12:13) e que agora há um só baptismo (Efésios 4:5). Se se adicionar a isto o baptismo na água passaríamos a ter 2 baptismos, mas a Bíblia é clara dizendo que agora há UM  SÓ BAPTISMO.

Então é assim: Ou o baptismo na água está em vigor e não o baptismo do Espírito, ou está em vigor o baptismo do Espírito e não o baptismo na água. Esta questão nem deveria ser colocada, visto que o baptismo na água tem a ver com a manifestação de Cristo a Israel, e não é isso que Deus está a fazer hoje.

Um abraço a todos.
Carlos Oliveira
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« Responder #7 em: Domingo 28 de Setembro, 2008, 04:45:44 »

Muito bem irmão Carlos Manuel, muito explocito em linguagem clara e fácil de entender. Muito obrigado por este esclarecimento. Um abraço do irmão José Rodrigues 
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