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Autor Tópico: O Aplauso do CĂ©u  (Lida 718 vezes)
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Bébi
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« em: Sábado 21 de Outubro, 2006, 04:33:00 »


“Oramos pela cura, mas Deus não nos atendeu. Contudo ele nos abençoou.”

Glyn falava lentamente. Em parte por causa da sua convicção. Em parte por causa da sua enfermidade. O seu marido, Don, estava sentado numa cadeira perto dela. Nós os três estávamos reunidos para planear um funeral – o dela.

E agora, com a tarefa realizada, os hinos escolhidos e dadas as ultimas instruções, Glyn disse:

“Ele deu-nos a fortaleza que não conhecíamos. Ele deu-nos quando precisamos dela, e não antes.” As suas palavras eram arrastadas, porem claras. Os seus olhos estavam humedecidos, mas confiantes.

“Eu perguntava a mim mesmo o que seria ter a minha vida tirada aos 45 anos de idade. Como seria dizer adeus aos meus filhos e ao meu esposo. O que seria ser testemunha da minha própria morte.”

“Deus deu-nos paz no nosso sofrimento. Ele protegeu-nos o tempo todo. Mesmo quando havíamos perdido o controle, Ele estava sempre ali.”

Fazia um ano que a própria Glyn e Don tomaram conhecimento da enfermidade dela – esclerose amiotrófica lateral (Doença de Lou Gehrig). A causa e a cura dessa enfermidade ainda são um mistério. Mas o resultado é bem conhecido. A força muscular e a mobilidade se deterioram gradualmente, deixando apenas a mente. E a fé.

E foi a junção da fé e da mente de Glyn que me levaram a compreender que eu estava para ver mais do que um funeral. Eu estava a contemplar as jóias sagradas que ela tinha extraído da mina do desespero.

“Podemos usar qualquer tragédia, como pedra de tropeço ou como um degrau para atingir um objectivo…”

“Espero que isso não torne a minha família amargurada. Espero ser um exemplo mostrando que Deus quer que sejamos fiéis tanto na bonança como na adversidade. Pois, se não confiarmos nos momentos difíceis, não confiaremos em momento algum.”

Don segurou as suas mãos. Limpou as lágrimas dela. Limpou as suas próprias lágrimas.

“Quem são esses dois?” perguntei a mim mesmo ao ver Don tocar no rosto de Glyn com um lenço de papel. “Quem são estes que, na margem do rio da vida, podem olhar para o outro lado com tanta fé?”

O momento era doce e solene. Falei pouco. Ninguém é ousado na presença do sagrado.
Max Lucado

« Última modificação: Sábado 21 de Outubro, 2006, 17:59:19 por BĂ©bi » Registado

Bébi
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« Responder #1 em: Terça 24 de Outubro, 2006, 01:10:54 »


Se para ti Jesus é uma entre muitas opções, então Ele não é a opção. Se alguém pode conduzir o seu próprio fardo, não precisa de ninguém para ajudá-lo. E se a tua situação não te traz sofrimento, tu não receberás conforto. Se para ti tanto faz recebê-Lo ou deixá-Lo, é melhor deixá-Lo, porque Ele não pode ser aceite pela metade!

Mas quando choras, quando chegas ao ponto de sofrer pelos teus pecados, quando admites que não tens outra opção senão lançar os teus cuidados sobre Jesus, e quando não há verdadeiramente outro nome que possas invocar, então lança sobre Ele todos os teus cuidados, pois Ele está á espera no meio da tempestade!

Max Lucado
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Bébi
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« Responder #2 em: Quarta 25 de Outubro, 2006, 01:06:28 »

...se reconheço que um dos privilégios da paternidade é confortar um filho, porque é que então, hesito em permitir que o Pai Celeste me conforte?

Porque Ă© que penso que Ele nĂŁo quer ouvir-me falar dos meus problemas?
(Eles são insignificantes se comparados com as populações famintas da India.)

Porque Ă© que penso que Ele nĂŁo tempo tempo para mim? (Ele tem o universo inteiro para cuidar.)

Porque é que acho que Ele está cansado de ouvir sempre as mesmas coisas?

Porque Ă© que penso que resmunga quando nota que estou a chegar perto dEle?

Porque é que acho que consulta a sua lista quando lhe peço perdão e pergunta-me: "Tu nao achas que estás a cair no mesmo buraco com muita frequencia?"?

Porque Ă© que acho que tenho de usar com Ele uma linguagem sagrada que nĂŁo uso com mais ninguem?


Penso que estava apenas a ser poético quando perguntou-me se as aves do céu e a erva do campo têm preocupações? (Não, senhor.) E se eles não têm preocupações, porque é que eu devo ter?

Porque é que não O levo a sério quando Ele pergunta:"Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais o vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?"

Porque não permitir que meu Pai faça por mim o que estou mais do que desejoso de fazer por meus próprios filhos?


Estou a aprender, entretanto. Ser pai é melhor do que um curso de teologia. Ser pai ensina-me que, quando sou criticado, ferido, amedrontado, há um Pai pronto para me confortar. Há um Pai que me sustenta nos braços até eu me sentir melhor, que me ajuda até que eu possa viver com o ferimento, e que não dormirá enquanto eu estiver com medo de acordar e de ver a escuridão.

Sempre.

E isso Ă© o bastante.

Max Lucado
« Última modificação: Quarta 25 de Outubro, 2006, 01:18:58 por BĂ©bi » Registado

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