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Autor Tópico: Deus chegou mais perto  (Lida 922 vezes)
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Bébi
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« em: Quarta 20 de Dezembro, 2006, 05:47:43 »

Três mulheres. Uma enlutada. Outra rejeitada. A terceira a morrer. Todas sozinhas.

Sozinhas no Inverno da vida.

Embora saibamos a sua aparência, seria provável presumir que não fossem mais desejáveis. As únicas cabeças que se viravam ao vê-las passar na rua, eram cabeças que abanavam com piedade. Uma delas era viúva e não tinha filhos; outra perdera a sua inocência seis camas para trás; e a terceira estava quebrada, desesperada e morrendo.

Se Jesus as tivesse ignorado, quem teria visto? Numa cultura em que as mulheres estavam apenas a um ou dois graus acima dos animais domésticos ninguém teria pensado nada se ele tivesse passado silenciosamente pelo funeral, ou fechado os olhos e se encostado de volta no poço, ou ignorado o toque em sua roupa. Afinal de contas, elas não passavam de mulheres!

Gastas,
   Enrugadas,
      Cansadas,
         Mulheres do Inverno.

Deixe-as de lado, Jesus, alguém poderia argumentar. Encontre alguém que ainda retenha um pouco da primavera.

Pelos padrões do mundo essas três não podiam contribuir com nada de volta. Elas tinham servido o seu propósito; dado á luz seus filhos, alimentado as suas famílias, agradado aos seus homens. Era tempo agora de empurrá-las para o frio até que morressem, abrindo espaço para mais jovens e mais puras.

Foi ali que Jesus as encontrou. Tremendo na saraiva gelada da inutilidade.

O Inverno cruel da vida.

Parece familiar? Claro que sim. Nós temos a nossa gente do Inverno. Pessoas que por falta de uma boa aparência ou poder aquisitivo suficiente vagueiam como porcos-espinhos num piquenique, indesejados e inabordáveis.

Difícil de acreditar?

Visite um dia uma escola e observe os adolescentes que já estão a sentir o vento frio da rejeição. É fácil descobri-los. São aqueles que tem acne, cabelos engordurados, sapatos furados; eles ficam sentados sozinhos na hora do recreio e não saem de casa nos fins-de-semana. Eles ficam na periferia da orbita das estrelas da classe, desejando ser aceitos, todavia cada vez mais convencidos de que não a merecem.

Pode tentar também na praia. Não estou a falar daquelas em que os turistas pagam uma nota para obter bronzeado. Mas a dos aposentados, que foi deliberadamente separada para eles. Observe enquanto arrastam os pés cansados pela calçada. Eles chegaram á sua sepultura. Executaram a sua função e agora enchem os seus dias com jogos de dominó, cães e visitas ao medico. Eles enchem as suas noites com sonhos da neta que talvez vá visitá-los no próximo Natal. E apesar da praia ser quente, os ventos do Inverno sopram nas suas almas.

Considere também os não-nascidos. A cada vinte segundos um é tirado do calor do útero e jogado no lago do frio egoísmo. Apesar das frases clínicas usadas para tornar o acto mais aceitável – “terminação da gravidez” em lugar de “aborto”, “feto” em lugar de “não-nascido”, “conceptus” em lugar de “bebé” – o acto é deplorável. O resultado continua a ser negativo ao valor do ser humano.

Os parágrafos poderiam continuar indefinidamente. Parágrafos sobre quadriplégicos, vitimas da SIDA, ou com doenças terminais. Pais solteiros. Alcoólatras. Divorciados. Cegos. Todos são párias sociais. Leprosos, mutantes. Todos eles, num grau ou outro, são rejeitados pelo “mundo normal”.

A sociedade não sabe o que fazer com eles. Nem mesmo a igreja, lamentavelmente, sabe o que fazer com eles. Essas pessoas no geral encontram uma recepção mais cordial no bar da esquina do que na aula da escola dominical.

Mas Jesus encontraria lugar para eles. Ele encontraria um lugar para eles porque se interessa e se interessa incondicionalmente.

Não, ninguém teria culpado Jesus por ignorar as três mulheres. Voltar a cabeça teria sido mais fácil, menos controverso, e muito menos arriscado. Mas Deus, que as fizera, não poderia fazer isso. E nós, que o seguimos, também não podemos.
Max Lucado

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« Responder #1 em: Domingo 24 de Dezembro, 2006, 01:27:27 »


"A esperança não é um desejo concedido nem um favor feito; nao, é muito maior do que isso. É uma simples, imprevisivel dependencia de um Deus que gosta de surpreender-nos e ficar ali, na carne, para ver a nossa reacção."

Max Lucado


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