José, o noivo e marido de Maria

José, o noivo e marido de Maria

Adaptado de mensagem de Armando Santos à Igreja em Fontaínhas – São João da Madeira. 27/10/2020

 

José, foi um homem que não escreveu nenhum livro, não há até nenhum relato na Bíblia de alguma palavra que tenha dito. No entanto, podemos retirar várias lições através das suas ações que estão reportadas. As ações de José falam muito e talvez muito mais do que poderiam dizer as suas palavras.

 

“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.

Então, José, seu marido, como era justo e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente.” Mateus 1:18-19

 

O significado da palavra justo é, no dicionário, definido como alguém que age de forma correta. Mas para Deus, na Bíblia, ser justo é ser semelhante a Deus.

A Bíblia fala de vários homens justos, dos quais são exemplo Noé, Loth, Abel, José de Arimateia, Simeão, entre outros. Todos estes, tal como José, partilham algo em comum.

 

José aceitou ficar com Maria, mesmo sabendo que ela estava grávida e que iria ser mal visto pela sociedade… Ainda assim, ele aceitou porque para ele importou mais agradar a Deus, do que aos homens. José pensou em Maria e não ligou ao que os outros podiam pensar dele. José poupou Maria de ser apedrejada até à morte.

José conhecia bem a lei e obedecia rigorosamente a Deus. Mas para além disso, José teve de tomar 3 decisões muito difíceis, uma já referida e mais duas:

  1. Deus requereu de José que fugisse para o Egipto. O caminho para o Egipto era longínquo e cheio de perigos… Deus pediu-lhe que ele deixasse tudo – família, emprego, amigos,… – e viajasse por um caminho perigoso para uma terra que não conhecia.
  2. Mais tarde, Deus pediu a José que voltasse para a sua terra novamente. Provavelmente num momento em José já tinha a sua vida recomposta novamente… E parte novamente, em obediência a Deus.

 

Deus apenas precisou, em cada uma das situações, de lhe falar uma vez!… Quantas vezes precisou o povo de Israel que Deus lhes falasse para eles obedecerem?… Quantas vezes precisamos nós de ouvir as mesmas coisas até aceitarmos e obedecermos?…

Deus quer sempre o melhor para nós, mesmo quando não compreendemos como.

Na altura, José desconhecia a passagem de Romanos 12:2: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” No entanto, José percebeu que a vontade de Deus é sempre o melhor.

 

José era um bom marido e um bom pai. Sempre que foi necessário, José estava presente; há vários relatos na Bíblia acerca disto. Como é necessário, também hoje que os pais estejam atentos e presentes à vida dos seus filhos!…

 

Não sabemos como acabou a história de José… Provavelmente, aquando da crucificação de Jesus, ele já teria morrido, pois Maria estava sozinha. Nada é dito sobre a sua morte. A sua presença é pouco notada, mas percebe-se que Deus sempre esteve presente na sua vida e que o seu trabalho com a sua família e com os seus filhos é notório. José pode ter passado despercebido para os outros, mas não para Deus!… E a marca dele, foi deixada certamente na vida da sua família.

 

José passou por muitas tribulações, mas Deus sempre esteve presente. Assim também se pode passar connosco…

 

José teve um amor profundo pela sua esposa. Sem saber, José refletiu a passagem de I Coríntios 13: 4-7:

“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

 

Sigamos o exemplo de José na justiça, obediência, amor e cuidado com a família!…

 

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